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Postado em 21/12/2003:
Ao pensarmos no Demônio sabemos que estamos diante de algo terrível, como a própria maldade humana. Por isso temos a
noção do Bem e Mal, apesar de não entendermos a que horas chegam uma das duas coisas para nos beneficiar e proteger ou nos
levar ao mais baixo nível que a vida humana pode suportar.
Clássicos históricos nos levam a crer que a maldade pode estar em qualquer lugar, mesmo ao lado do bem, ou ainda ser
a mesma figura, hora com aparência da anjo, hora com aparência malígna.
Um destes clássicos chama-se "O Médico e o Monstro", escrito por Robert Louis Stevenson, onde um médico, através de uma
fórmula científica que lhe aparentemente lhe traria mais força e poder, acaba transformando-o em um monstro, juntando assim
a bondade e a maldade em um só corpo.
Outro clássico chama-se "O Retrato de Dorin Gray", escrito por Oscar Wilde.
Wilde conta a história de um jovem aristocrata, de aparência pura, e que por esta aparência, acaba sendo retratado por
um amigo, que jamais quer que ele mude tal feição.
O jovem Dorian Gray no entanto passa a levar uma vida devassa, e a continuar com a mesma aparência, no entanto, o retrato
pintado pelo amigo começa a mudar suas feições, até um momento que o próprio Dorian não consegue mais olhá-lo e esconde-o
em um sótão.
Resposta ao enigma:
A dualidade do Bem e do Mal, não aparece na literatura mundial apenas nos humanos. No livro "O Demônio e a Srta. Prym",
obra de Paulo Coelho, famoso escritor brasileiro, é descrita uma lenda da antiga Pérsia, em que o Deus do tempo, após criar
o universo, sente que precisa de alguém para acompanhá-lo a ver tamanha harmonia. Reza para ter um filho e depois de mil anos
consegue, mas durante a gestação, se arrepende. Este arrependimento faz o filho duplicar-se durante a gestação, de onde se
originam Ormuz, o Bem e Arimã, o Mal. Ormuz é mais conhecido na literatura como Ahura Mazda, o Deus sábio para os Zoroatristas.
Deus neste caso gerou o Bem e o Mal.
Pela Teoria de William Fiel, no livro "A Origem Divina de Todas as Coisas", podemos concluir matematicamente que a energia
existente em qualquer ambiente que representa Deus no universo, pode estar hora em maior quantidade, sendo seu total o Deus
absoluto, hora em falta, não sendo portanto o lado bom do universo, tornando-se em um mal ambiente até chegar a um ambiente
demoníaco. A dualidade do Bem e do Mal portanto se assemelha nos homens ao seu criador, o próprio Deus.
Quando temos mais Deus num ambiente, temos o Bem. Quando temos menos Deus no mesmo ambiente, estaremos com o Mal.
A Bíblia, livro sagrado retrata o que estamos dizendo sobre a dualidade de Deus:
Leia em 2Samuel 24:01 o seguinte texto:
- E a ira do "Senhor" se tornou a acender contra Israel, e incitou Davi contra eles dizendo: vai, numera a Israel
e a Judá.
Agora leia em 1Crônicas 21:01 o seguinte texto:
- Então "Satanás" se levantou contra Israel e incitou a Davi a numerar a Israel.
Quem incitou Davi ? A Bíblia nos mostra uma dualidade do mesmo Ser que incitou Davi.
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